Este fim de semana vi, pela segunda vez, o divertidíssimo Planet Terror. Valeu a pena esperar para pôr os olhos nesta pérola da homenagem à chungaria, que me fez rir, sorrir e estremecer de repulsa.
Vi também pela segunda vez a mais recente adaptação ao cinema de uma obra de Stephen King, o filme chamado 1408, sobre um quarto de hotel que, enfim, é maléfico. A segunda vez que o vi foi da maneira legal, pagando, no cinema e tal, da primeira vez vi o filme num computador, sacado da net. Qual não é a minha surpresa quando me apercebo de que o filme que vi no cinema não acaba da mesma maneira! Hmmm. O filme não foi grande pincel, mas de qualquer maneira não deixa de ser interessante que tenha conseguido ver dois finais alternativos.
O novo esforço dos irmãos Farrelly (que, ao contrário dos irmãos Wachowsky, acho que ainda são dois homens) e do seu amigo Ben Stiller é o Heartbreak Kid, que acabei por ir ver com uns amigos, em jeito de compromisso. Este era o único filme com o potencial de, vá lá, agradar mais ou menos a toda a gente. Os irmãos Farrelly não têm feito grande coisa, e também não é com este que se vão redimir. Tem duas ou três cenas com bastante piada mas o resto, francamente, é meh. Sim, meh. Estas minhas críticas cada vez estão mais elaboradas :D
Ainda em território cinematográfico, apercebi-me há pouco que acabei de sacar um dos maiores vómitos que já vi. Estava eu toda contente a sacar um filme chamado Electric Zombies, (pensando que iria ter, enfim, ZOMBIES, sei lá, afinal estava no título) saltando de alegria quando o filme finalmente chegou, após dias e dias de espera. Qual não foi a minha desilusão quando o filme não tem zombies nenhuns. E é uma valente trampa. Nem vi até ao fim, não fui capaz. Encontrei a review no Something Awful e como sou simpática, deixo aqui um link:
http://www.somethingawful.com/d/movie-reviews/electric-zombies.php?page=1
Eles dizem tudo bem melhor do que eu.
No zombies = sad face :(
Monday, October 15, 2007
Thursday, October 04, 2007
Friday, September 14, 2007
I've made a huuuge mistake

Um rabisco que fiz no intervalo dos estudos. É o Gob, da belíssima série Arrested Development! Quando tiver mais sempre hei-de fazer um desenho em que pareça mesmo ele. Enfim.
"I've made a huge mistake" sempre foi uma frase (e piada) recorrente no programa. Se há coisa recorrente naquela família, é mesmo enfiar a pata na poça :D
Série a não perder, acreditem em mim.
Tuesday, September 04, 2007
Cool-slayer XXII: O regresso
Pois é, cá estou de volta às lides cibernéticas, apenas para descobrir que o belo template que tinha arranjado para o blog desapareceu sem deixar rasto e tive de voltar ao antigo. Paciência.
As férias foram curtas e sub-aproveitadas, uma vez que levei restos do maldito relatório para Espanha e tive de o ir fazendo em vez de, sei lá, dormir a sesta e essas coisas que se fazem nas férias. Mas
tirando isso, foi giro. Como sempre, praia, piscina, jogos de cartas a todo o gás e jogos de Monopólio em que toda a gente acabava à chapada (menos num deles, em que eu e a minha equipa calhamos, com um double, num hotel do Rossio da equipa adversária, pagamos os 200 contos de aluguer, jogamos outra vez e calhamos na sorte, tiramos a carta, e o que diz? "Vá para o Rossio". Dessa vez perdemos, mas rimo-nos a valer de tamanho azar). Jogamos poker que se farta, e foi uma risota. Acho que não sou grande jogadora, mas lá que me diverti a jogar aquilo, isso sim. Giro também era quando jogávamos no pc (imagenzita aqui ao lado). No início de cada ronda marcávamos um jogador, e se chegássemos ao final com esse outro jogador, tínhamos de fazer all in, independentemente do nosso jogo (para os leigos do poker, o "all in" é quando se aposta o nosso dinheiro todo. Na verdade, o nome diz tudo...). Fartamo-nos de rir quando um amigo meu, todo orgulhoso, anunciou que tinha ficado em 2º lugar num torneio, com 20.000 dólares amealhados, para logo outro amigo meu anunciar que lhe perdeu o dinheiro todo a jogar e fazer all in's. Foi insultado do pior - as pessoas apegam-se até ao dinheiro virtual!
Em outros jgoso de computador, demos uns toques no Zoo Tycoon 2. Claro que os zoos que nós construíamos eram a decadência. Para dizer a verdade, nós entretínhamo-nos a construir jaulas com leões, tigres, leopardos e ursos, e depois metíamos lá um par de Gazelas de Thompson a ver o que acontecia xD Eu não devia estar a confessar estas coisas mórbidas uma vez que trabalhei 4 meses da minha vida num zoo, mas pronto, nos jogos de computador aquele lado sádico acaba sempre por emergir (o que explicar porque é que eu gostava tanto do Unreal Tournament).
Depois acabávamos por meter não sei quantos tratadores lá e eliminar os gradeamentos. E quando os leões tinham fome, nós tirávamos todas as Gazelas de Thompson das redondezas e punhamos tratadores, a ver se eles os comiam. Mas acho que nunca comeram... é possível que isso seja politicamente incorr
ecto num jogo destes. Enfim.
Outras coisas fascinantes de Espanha este ano:
Isto era o que comíamos durante as sessões de poker nocturnas, até termos comido tanto que sofremos efeitos secundários intestinais algo desagradáveis. Agora
percebo o que dizem da comida mexicana.
Havia lá estes bolinhos da Bollycao que eram castiços, a lembrar o estilo japonês, e não eram maus de todo. Digo eu que era novidade porque acho que ainda não vi nenhuns destes por aqui.

Os espanhóis realmente arranjam maneiras catitas de se referirem às coisas... o Beetlejeuice lá é conhecido como Bitelchus... obrigada, fonética!
Pelos vistos, as double features de terror ainda as existem, e giras, no país vizinho. Desta feita, os filmes eram o Severance e o Black Sheep (possuo ambos no conforto do meu lar graças ao xor Cosmic, mas ainda não consegui arranjar tempo de ver nenhum!).
Aposto que qualquer um de
vós, leitores do sexo masculino, gostaria um dia de fazer compras nesta bela boutique.
E pronto, deixemo-nos de fotos porque acho que já não tenho mais nenhuma com piada.
Chegada a Portugal, dia 1 de Setembro tive a mesma ideia que 599.999 pessoas, isto é fui à Red Bull Air Race no Porto. Escusado será dizer que
tanto o Porto como Gaia (as margens, pelo menos) estavam repletas de gente. Chegava a ser assustador, porque de cada vez que olhava para aqueles magotes de seres humanos, só me lembrava que eles, tal como eu, iriam ter de voltar para casa e muito provavelmente, como eu, usariam os transportes públicos. Imaginar 600.000 pessoas acotovelando-se para caber nos metros, comboios e autocarros que servem a cidade do Porto é suficiente para tornar qualquer pessoa clautrofóbica, garanto-vos. Para além das quantidades obscenas de gente, estava um calor totalmente proibitivo. E a vossa amiga, como inteligente que é, nem um bonézito nem o belo óculo de sol levou. Fui mesmo à crente. E 5 minutos depois de estar naquela tosta infernal amaldiçoei o meu constante desprezar destas pequenas coisas como proteger-me do sol, e já sentia o sol a queimar a minha cara como se não houvesse amanhã - já para não falar do cabelo, que queimava de tão quente. Para além de tudo isto, estava de t-shirt preta. Mesmo assim aguentei estoicamente as elimininatórias sem me mover para a sombra. Depois, eu e a companhia tivemos mesmo de sair do sol porque já não tínhamos mais líquidos para suar. Reabastecemos de água, e na frescura da sombra (enfim, nos 30ºC à sombra que deviam estar) estava-se bastante melhor. Vimos o espectáculo de caças, que realmente foi excelente. Acho que foi a parte favorita de toda a gente com quem falei. Vimos depois o resto até às finais e sim senhor, aquilo foi bem giro e, surpreendentemente, no final não tive problemas de m
aior a voltar para casa.
Depois de um banho, saí para jantar e ver um filme com a malta do costume. Infelizmente, os cinemas andam a passar por um daqueles períodos de caca, e também caca por caca, viemos para casa ver um filme que tinha comprado em Espanha numa promoção 3x2 de DVDs a 5 euros, ao menos se não prestasse era de borla =P
E não é que era mesmo CACA? Este filme, Devour, é ridículo. Desenvolvimento das personagens, zero. São apenas uns bonecos de papelão estereotipados. Coerência do argumento, zero. Suspense, zero. Diálogos, zero. Gore... enfim, muitíssimo pouco. Mas tenho de ser sincera, diverti-me bastante a vê-lo porque passamos a maior parte do tempo na risota. E não é esse o encanto dos maus filmes de terror?
Ah, e tinha o Jensen Ackles. Mas vê-lo sem o seu irmãozinho não é a mesma coisa.
Para além disso, nada mais a declarar, apenas que segunda-feira descobri uma loja nova no Porto que me despertou muito a atenção a fez o meu dinheiro revoltear-se com vontade de ser gasto, e fez a minha cabeça encher-se com sonhos da casa que
um dia terei, de paredes recheadas de posters de cinema e coisas como esta:
As férias foram curtas e sub-aproveitadas, uma vez que levei restos do maldito relatório para Espanha e tive de o ir fazendo em vez de, sei lá, dormir a sesta e essas coisas que se fazem nas férias. Mas
tirando isso, foi giro. Como sempre, praia, piscina, jogos de cartas a todo o gás e jogos de Monopólio em que toda a gente acabava à chapada (menos num deles, em que eu e a minha equipa calhamos, com um double, num hotel do Rossio da equipa adversária, pagamos os 200 contos de aluguer, jogamos outra vez e calhamos na sorte, tiramos a carta, e o que diz? "Vá para o Rossio". Dessa vez perdemos, mas rimo-nos a valer de tamanho azar). Jogamos poker que se farta, e foi uma risota. Acho que não sou grande jogadora, mas lá que me diverti a jogar aquilo, isso sim. Giro também era quando jogávamos no pc (imagenzita aqui ao lado). No início de cada ronda marcávamos um jogador, e se chegássemos ao final com esse outro jogador, tínhamos de fazer all in, independentemente do nosso jogo (para os leigos do poker, o "all in" é quando se aposta o nosso dinheiro todo. Na verdade, o nome diz tudo...). Fartamo-nos de rir quando um amigo meu, todo orgulhoso, anunciou que tinha ficado em 2º lugar num torneio, com 20.000 dólares amealhados, para logo outro amigo meu anunciar que lhe perdeu o dinheiro todo a jogar e fazer all in's. Foi insultado do pior - as pessoas apegam-se até ao dinheiro virtual!Em outros jgoso de computador, demos uns toques no Zoo Tycoon 2. Claro que os zoos que nós construíamos eram a decadência. Para dizer a verdade, nós entretínhamo-nos a construir jaulas com leões, tigres, leopardos e ursos, e depois metíamos lá um par de Gazelas de Thompson a ver o que acontecia xD Eu não devia estar a confessar estas coisas mórbidas uma vez que trabalhei 4 meses da minha vida num zoo, mas pronto, nos jogos de computador aquele lado sádico acaba sempre por emergir (o que explicar porque é que eu gostava tanto do Unreal Tournament).
Depois acabávamos por meter não sei quantos tratadores lá e eliminar os gradeamentos. E quando os leões tinham fome, nós tirávamos todas as Gazelas de Thompson das redondezas e punhamos tratadores, a ver se eles os comiam. Mas acho que nunca comeram... é possível que isso seja politicamente incorr
ecto num jogo destes. Enfim.Outras coisas fascinantes de Espanha este ano:
Isto era o que comíamos durante as sessões de poker nocturnas, até termos comido tanto que sofremos efeitos secundários intestinais algo desagradáveis. Agora
percebo o que dizem da comida mexicana.
Havia lá estes bolinhos da Bollycao que eram castiços, a lembrar o estilo japonês, e não eram maus de todo. Digo eu que era novidade porque acho que ainda não vi nenhuns destes por aqui.
Os espanhóis realmente arranjam maneiras catitas de se referirem às coisas... o Beetlejeuice lá é conhecido como Bitelchus... obrigada, fonética!
Pelos vistos, as double features de terror ainda as existem, e giras, no país vizinho. Desta feita, os filmes eram o Severance e o Black Sheep (possuo ambos no conforto do meu lar graças ao xor Cosmic, mas ainda não consegui arranjar tempo de ver nenhum!).Aposto que qualquer um de
vós, leitores do sexo masculino, gostaria um dia de fazer compras nesta bela boutique.E pronto, deixemo-nos de fotos porque acho que já não tenho mais nenhuma com piada.
Chegada a Portugal, dia 1 de Setembro tive a mesma ideia que 599.999 pessoas, isto é fui à Red Bull Air Race no Porto. Escusado será dizer que
tanto o Porto como Gaia (as margens, pelo menos) estavam repletas de gente. Chegava a ser assustador, porque de cada vez que olhava para aqueles magotes de seres humanos, só me lembrava que eles, tal como eu, iriam ter de voltar para casa e muito provavelmente, como eu, usariam os transportes públicos. Imaginar 600.000 pessoas acotovelando-se para caber nos metros, comboios e autocarros que servem a cidade do Porto é suficiente para tornar qualquer pessoa clautrofóbica, garanto-vos. Para além das quantidades obscenas de gente, estava um calor totalmente proibitivo. E a vossa amiga, como inteligente que é, nem um bonézito nem o belo óculo de sol levou. Fui mesmo à crente. E 5 minutos depois de estar naquela tosta infernal amaldiçoei o meu constante desprezar destas pequenas coisas como proteger-me do sol, e já sentia o sol a queimar a minha cara como se não houvesse amanhã - já para não falar do cabelo, que queimava de tão quente. Para além de tudo isto, estava de t-shirt preta. Mesmo assim aguentei estoicamente as elimininatórias sem me mover para a sombra. Depois, eu e a companhia tivemos mesmo de sair do sol porque já não tínhamos mais líquidos para suar. Reabastecemos de água, e na frescura da sombra (enfim, nos 30ºC à sombra que deviam estar) estava-se bastante melhor. Vimos o espectáculo de caças, que realmente foi excelente. Acho que foi a parte favorita de toda a gente com quem falei. Vimos depois o resto até às finais e sim senhor, aquilo foi bem giro e, surpreendentemente, no final não tive problemas de m
aior a voltar para casa.Depois de um banho, saí para jantar e ver um filme com a malta do costume. Infelizmente, os cinemas andam a passar por um daqueles períodos de caca, e também caca por caca, viemos para casa ver um filme que tinha comprado em Espanha numa promoção 3x2 de DVDs a 5 euros, ao menos se não prestasse era de borla =P
E não é que era mesmo CACA? Este filme, Devour, é ridículo. Desenvolvimento das personagens, zero. São apenas uns bonecos de papelão estereotipados. Coerência do argumento, zero. Suspense, zero. Diálogos, zero. Gore... enfim, muitíssimo pouco. Mas tenho de ser sincera, diverti-me bastante a vê-lo porque passamos a maior parte do tempo na risota. E não é esse o encanto dos maus filmes de terror?
Ah, e tinha o Jensen Ackles. Mas vê-lo sem o seu irmãozinho não é a mesma coisa.
Para além disso, nada mais a declarar, apenas que segunda-feira descobri uma loja nova no Porto que me despertou muito a atenção a fez o meu dinheiro revoltear-se com vontade de ser gasto, e fez a minha cabeça encher-se com sonhos da casa que
um dia terei, de paredes recheadas de posters de cinema e coisas como esta:
Thursday, August 16, 2007
Wednesday, August 15, 2007
Comics
Tempos houve em que os belos dos comics, de vez em quando, lá traziam uma ou outra vinheta com coisas bem estranhas.
As pessoas da época olhariam para aquilo sem malícia e não pensariam duas vezes sobre o significado das coisas... mas e agora? Que é que vocês me dizem a algumas destas vinhetas?




Podem ver mais destas pérolas aqui:
http://thedailyinterests.blogspot.com/2007/07/top-15-unintentionally-funny-comic-book.html
As pessoas da época olhariam para aquilo sem malícia e não pensariam duas vezes sobre o significado das coisas... mas e agora? Que é que vocês me dizem a algumas destas vinhetas?




Podem ver mais destas pérolas aqui:
http://thedailyinterests.blogspot.com/2007/07/top-15-unintentionally-funny-comic-book.html
O post dos vídeos de Verão!
Apesar de este ano ainda não ter aproveitado grande coisa, daqui a uns dias vou estar na praia, debaixo do sol, a apanhar escaldões, e apesar de serem estas horas da noite, vou aproveitar para postar alguns videoclips bem veraneantes para os meus leais leitores. Enjoy your summer, guys! =)
Long Beach Dub Allstars - Sunny Hours
Sublime - Santeria
Mad Caddies - Leavin'
Reel Big Fish - Everything Sucks
Long Beach Dub Allstars - Sunny Hours
Sublime - Santeria
Mad Caddies - Leavin'
Reel Big Fish - Everything Sucks
Tuesday, August 14, 2007
Kenshin

Uma vez que tenho andado sem nada de interessante para escrever (ontem ainda pensei em vir aqui relatar a experiência que tive a tentar lavar uma paleta cheia de gouache preto, que foi das coisas mais desesperantes que já tive de fazer), pensei que se calhar não seria má ideia ir pondo aqui alguns dos rabiscos que fui, e vou, fazendo. Para quem visita o meu deviantart, isto já está mais que visto, mas se a coisa pegar quem sabe não irei aqui pondo os rabiscos que não costumo postar lá. Digam de vossa justiça se isto fica melhor com os gatafunhos, ou não.
Monday, July 30, 2007
Charlie, The Unicorn
Depois de o meu querido afilhado me ter despertado para a vida ao mostrar-me este vídeo, chegou agora a vez de eu o partilhar com o mundo (ou pelo menos com as 3 pessoas que lêm este blog). Não sei explicar porque é que isto é tão engraçado, mas de cada vez que o vejo é-me impossível para de rir.
Chaaaaarlie
Chaaaaaaaarlie
See it now, thank me later xD
Chaaaaarlie
Chaaaaaaaarlie
See it now, thank me later xD
Monday, July 23, 2007

Depois de fazer o meu último exame (que, já que falamos nisso, foi uma valente trampa; e alguém havia de apanhar os docentes daquela cadeira numa rua escura e vá, não digo matá-los, mas apunhalá-los um bocadinho com uma faca, de modo a aleijar), tive um fim de semana agradavelmente rechado de filmes. Bom, foram só cinco, mas de qualquer forma foi catita porque fez-me lembrar os velhos tempos de quando o velho gang se reunia para fazer movie-fueled sleep overs, algo de que tenho imensas saudades. No entanto, o primeiro filme do fim de semana foi logo no sábado, após o desastre nuclear que foi aquele exame, e foi nada mais, nada menos que:

Parte da double-feature que o projecto Grindhouse é suposto ser, aqui na Europa o Death Proof foi lançado para o cinema sem a companhia de Planet Terror e dos trailers falsos que completariam a experiência. Uma pena, mas enfim, corram para o youtube e vejam os trailers porque vale a pena. Mas adiante. Devo dizer que gostei bastante deste Death Proof. Acho que não vale a pena dar-me ao trabalho de descrever o filme porque toda a gente já deve saber do que se trata. Uma verdadeira homenagem aos filmes de série B dos anos 70 e 80, com muito diálogo pelo meio, perseguições de automóveis, Kurt Russel (haha), close ups de pés (raio das gajas andavam sempre descalças), e pequenos pormenores catitas, como falhas no áudio, transições abruptas entre cenas, a imagem arranhada, enfim, tudo para nos fazer sentir como se estivéssemos mesmo a ver um filme xunga e mal amanhado naquelas salas de cinema de segunda. O filme é longo, com cerca de duas horas, e apesar de achar que houve um certo desiquilíbrio no pacing do filme (sendo que a primeira parte arrastou-se um pouco, mas a parte final foi sempre a abrir) foram 120 minutos bem passados. Não é um dos melhores do Tarantino, mas achei bastante bom e foi uma agradável experiência cinematográfica. Para além de que tem um final do CARAÇAS!
Quanto ao seguinte... eu podia mentir e não o pôr aqui. A sério. O que me impede? Mas como estou segura do meu bom gosto, não tenho problemas em confessar que sim, às vezes vejo uma ou outra caca se tiver um actor jeitoso. Infelizmente nem todos podem ser o Christian Bale, que para além de jeitoso é um belíssimo actor e não faz cá cacas, por isso de vez em quando tenho de me sujeitar. E por isso lá fui eu ver...

De facto, este filme não desilude nem supreende. Desde que não se vá à espera de nada, claro. É apenas e só aquilo que pretende ser: uma comédia romântica de adolescentes, parva e melada, que já foi feita 10 ou 11 vezes. Nada de original, mas tenho de confessar que de vez em quando esbocei uns sorrisos e até mesmo me ri - sim, poderia ser devido à estupidez, mas é melhor que nada. E pronto, o tipo era jeitoso :D

Ok, este foi dos filmes mais parvos que já vi, e isso vindo de mim é dizer muito. MUITO. Tem uma classificação de 5.3 em 10 no IMDB, o que é incompreensível. Este filme, para além de tremendamente aborrecido, não faz sentido nenhum e está povoado de personagens estúpidas e inúteis. Há uma review no IMDB que tem o título perfeito "An indie piece that explores daring new ways to suck". É verdade. Uma maneira de resumir o filme seria: terminou a construção de uma barragem perto de uma pequena aldeia, o que faz com que muita gente se queira mudar de lá para fora (suponho que por parte do local ir ficar alagado pelo água... não sei). No dia em que o xerife e os seus dois deputies arrumam tudo para se porem na alheta também, aparece um miúdo coberto de sangue na esquadra, e depois de o sangue que o cobre ser analisado e se concluir que não é dele, os polícias lançam-se numa investigação para descobrir o que se passa. Claro que por "lançam-se numa investigação" eu quero dizer "vagueiam sem sentido pela floresta durante uma hora e meia". É tudo ridículo neste filme. Os actores são maus, a história é pessimamente aproveitada, o argumento tem mais buracos do que eu sei lá o quê, e o final é, para ser meiga, absurdo. É simplesmente um mau filme, mas nem daqueles maus que dá para gozar e uma pessoa até se ri, é mesmo MAU. Mau no sentido em que a cada 10 minutos a estupidez adensava-se e o filme não mostrava sinais de acabar. Acho que já não tinha uma expressão de "WTF!" colada à minha cara durante um filme inteiro há algum tempo (ou pelo menos desde que vi o House of the Dead. That movie also sucks monkey balls, mas como não foi este fim de semana que o vi, enfim, fica para uma próxima). Fiquem longe do Terreno Estreito.

Perfume: História de um Assassino é apenas e só um dos meus livros favoritos de sempre. Quando soube que iam fazer um filme, fiquei entusiasmada mas também preocupada: e se dessem cabo do livro? Se estragassem tudo com uma adaptação horrível? Não querendo ter um desilusão, não fui ver o filme ao cinema. Guardei-o, assim, para a experiência em DVD e fiquei agradavelmente surpreendida. Não sei se foi de ter visto logo a seguir ao Terreno Estreito e, por comparação, me tenha parecido fantástico, mas a verdade é que o filme não é mau de todo. Considero o livro bastante difícil de adaptar por causa das precisas descrições de odores e aromas e de todod esse universo que rodeia o personagem principal, Jean-Baptiste Grenouille... como é que se transforma um cheiro em imagem? As imagens do filme conseguem veicular consideravelmente bem o prodigioso olfacto de Grenouille, as interpretações são boas (com destaque para Ben Whishaw como o estranho e desaquado assassino, Grenouille) e é, no seu todo, uma boa adaptação. O livro é bastante melhor, como costuma acontecer - mas o filme não desiludiu.

Já dá para ver pelo poster que este filme é de extrema qualidade, hein? Hein? Esta é uma daquelas pérolas que só se encontra nas madrugadas do Lusomundo Action. Tão mau que é inacreditável. Basicamente gira à volta de um grupo de pessoas que são atacadas por formigas gigantes radioactivas. É absolutamente estúpido e tem dos piores efeitos especiais de sempre, o que faz com que seja uma risota pegada. Mais um para a minha lista de maus filmes.
Hoje, e para aliviar do stress de escrever um estúpido relatório final que não me parece andar para a frente nem para trás, vi este:


Alison (Katherine Heigl, a mocita da série Grey's Anatomy) é uma mulher responsável e trabalhadora que acabou de receber uma promoção importante. Ben (Seth Rogen, que já vimos no filme 40 Year Old Virgin e na série Freaks and Geeks - curiosamente criações do mesmo realizador deste filme) é um tipo gorducho, falido e irresponsável cuja única preocupação é fumar ganza e beber umas cervejolas com os amigos. Por um acaso do destino, conhecem-se numa discoteca quando Alison vai celebrar a promoção - uma coisa leva a outra e, totalmente bebados, acabam na cama, os marotos. O problema é que ele não usou preservativo e ela, está visto, acaba grávida. O filme desenrola-se à medida que estes dois personagens tão diferentes se vão tentando conhecer num esforço para fazerem a coisa funcionar, para bem do bebé que vão deitar ao mundo. É uma comédia simpática, com momentos bem engraçados, mas talvez um pouco longa demais. Serviu bem o propósito de fazer rir numa tarde de verão em que 4 paredes e um relatório foram a minha companhia.
Shit, this was a long post!
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