Ora bem, descobri mais um belo programa de televisão. Chama-se Man vs. Wild e consiste no esforço de sobrevivência de um tipo, Bear Grylls, que em cada episódio é largado (de páraquedas, ou descendo da avioneta com uma cordinha) numa localização remota e selvagem qualquer, onde tem de se fazer à vida apenas com uma faca e um cantil. Sem mapas. Sem comida. Sem nada. É bastante viciante ver isto e tentar imaginar que raio é que este homem vai fazer a seguir: é vê-lo num episódio construir abrigos no meio da selva e combater enormes diarreias, no outro aí está ele a saltitar de penhasco em penhasco num deserto, enfim, é uma surpresa constante. Para além do mais, o xor Bear também vai fazendo uma narração catita em que explica as características do local em que está e vai descrevendo as técnicas que usa para sobreviver. Muita gente põe a questão de isto ser real ou nem por isso, mas para mim pouco interessa: é um programa viciante e educativo. Quero lá saber se o homem teve uma diarreia na selva ou se estava a fingir. É bom... e basta. Sei que passa no Discovery Channel, mas não sei em que dias ou horas, por isso facilitem a vossa vida e vejam isso aqui: http://www.tv-links.co.uk/show.do/1/5513
As informações dadas neste programa podem revelar-se bastante utéis para mim, quando jogar Mission: Survival estas férias. Oh yeah, I'm that wild, baby.
E... admito que não há razões para isto. Mas pronto :D
Deparei-me hoje, nestes labirintos cibernéticos onde tudo se encontra, com o teaser trailer daquele que é supostamente um dos segredos mais bem guardadinhos de Hollywood: um filme realizado por J.J. Abrahams com um argumento de Drew Goddard. O nome do projecto é Cloverfield, o filme á também conhecido como Untitled J. J. Abrahams project, mas isto são só aqueles nomes que eles atiram ao ar para despistar o pessoal. Os vídeos que andam pela net têm uma qualidade bem merdosa, mas mesmo assim aqui fica o trailer.
Ninguém sabe muito bem que raios vai sair daqui. Uns dizem que é um filme do Godzilla, outros que é de Cthulhu (o deus presente nos mitos Lovecraftianos), outros dizem mesmo que pode ter a ver com a série Lost (uma vez que é realizado pelo criador do Lost e com argumento de um dos seus escritores). Há por aí uns sites com puzzles que supostamente levam a pistas sobre o que poderá isto ser, outros blogs a tentar "manchar" estes outros sites, enfim, não deixa de ser uma campanha de marketing viral interessante, mas por outro lado é tanta coisa que eu nem consigo inventar uma teoria =P
Mas que belo dia de Verão que está hoje, e eu aqui em casa a tentar empinar umas porcarias quaisquer sobre assimilação de nutrientes minerais em plantas. Lembrei-me então de passar aqui pelo blog para aliviar um bocado a frustração e deixar de lado estas malditas plantas, pelo menos por uns minutos. Já toda a gente sabe que eu gosto muito da temática do zombie. Talvez me identifique com eles, não sei - seres sem inteligência cuja única motivação e objectivo é comer (se bem que no meu caso substituo os cérebros e as vísceras humanas por pacotes de gelado Chunky Monkey). Mas a verdade é que gosto de ver uns filmes de zombies e ler livros de zombies e, como não podia deixar de ser, ler banda desenhada de zombies. Recentemente comecei a ler The Walking Dead, the Robert Kirkman, e volume a volume vou aumentando o vício.
A premissa não é nada original, e ao longo de todos os livro há uma influência inegável das obras zombiescas do cinema, principalmente dos clássicos de Romero, e também do mais recente 28 dias depois. Um polícia, o agente Rick Grimes, é atingido com um tiro ao tentar deter um crimonoso de meia tigela qualquer, acabando por ficar em coma. Quando o desgraçado acorda, depara-se com um mundo totalmente invadido por criaturas mortas-vivas. Empreende então uma odisseia para encontrar a mulher e o filho, algo que acaba por conseguir, mas o que pode parecer uma luz ao fundo do túnel torna-se apenas o início dos problemas para o Rick e o grupo de sobreviventes (incluindo a sua mulher e filho) que encontrou pelo caminho. A diferença que este comic tem em relação à maioria dos filmes é que analisa a crise de um ponto de vista humano - isto é, em vez de se preocupar em atirar-nos zombies à cara em cada segundo, foca-se nas mudanças que se vão dando nos personagens, ao se encontrarem nesta situação de medo e desespero por 2, 4, 6 meses, 1 ano... Como vão mudando e substituindo anteriores valores morais num mundo apocalíptico e destruído, sem regras, e sem perspectivas de melhorar, onde é preciso recorrer a qualquer medida necessária para sobreviver. As personagens vão-se moldando à nossa frente em cada volume, tornam-se reais, e ao vê-las naquela situação deixam-nos sempre a pensar que raio é que nós faríamos no lugar delas (eu não devia fazer muito para além de morrer miseravelmente, já que no teste que fiz, dois posts antes, tive apenas uma probabilidade de 32% de sobreviver a uma "invasão" de zombies...). Em cada volume a leitura se vai tornando mais compulsiva, viro cada página mais depressa, perguntando-me quantos zombies irão aparecer a seguir, quem morrerá, quem enlouquecerá, que novas relações se formarão dentro do grupo, e se os finos fios daquela civilização inventada irão aguentar por muito mais tempo ou se irão ruir. Até agora saíram 6 volumes, e destes já li 4 - está a ser uma viagem recompensadora. E parece-me que vou voltar à assimilação dos nutrientes minerais. Quem se sente zombie agora sou eu!
Monday, July 02, 2007
Às vezes acho que haverá poucas coisas melhores do que passar uma tardinha com um amigo e uma Mega Drive. Deixar a nostalgia correr livre e dizer "No nosso tempo é que era bom!" enquanto jogamos os velhos clássicos.
Um update! Deve ser milagre. Desta vez para deixar um grande bem haja ao épico Cosmic-Rocket-Man, que mais uma vez conseguiu arranjar-me um novo vício televisivo: I'm Alan Partridge. Um bem haja? Na verdade deveria querer matá-lo, pois agora não há momento que passe em que não tenha uma quote do dito master comunicator Alan a correr-me na cabeça. Qualquer dia as minhas conversas vão-se tornar ainda mais impossíveis e toda a gente vai deixar de me aturar, gradualmente, até eu ficar só, apenas com a companhia das minhas séries de humor. No caso do Alan não me importava nada, porque ele é sexy como o diabo. Uh la la, só com o Alan. É difícil escolher uma cena para incluir aqui, mas fica esta.
Deixo o conselho: arranjem a série e vejam-na. Não vão querer outra coisa, aquilo é british humor at its finest.
Foi uma semana rica em cinematografia, com boas surpresas! Como não tenho tempo para fazer um post longo, deixo-vos apenas com os posters.
Destaque para os 3 últimos, dos quais gostei imenso e aconselho! Os 3 primeiros, nem por isso. A ver se esta semana traz igualmente algumas belas surpresas!
Friday, February 02, 2007
Hoje está a ser um daqueles dias muito pouco produtivos para estudar Química, uma vez que não importa quantas vezes leia uma página da maldita matéria, não consigo ficar com nada. Por isso pensei que mais valia deixar fingir que estudava e vir até aqui actualizar o blog, que não vê a luz do dia desde o natal. Quanto à vertente cinematográfica da minha vidinha, não me posso queixar, tenho visto alguns filmes. De entre estes conta-se Blood Diamond, que lá tem algumas nomeações aos óscares, o que já é alguma coisa porque da lista dos nomeados deste ano não vi quase nada, pelo menos nas categorias principais, e é chato ver a cerimónia dos óscares sem ter nenhum filme para apoiar, ou para dissecar minuciosamente com sarcasmo, que é mais o que eu costumo fazer. Ainda hoje me lembro de quando Uma Mente Brilhante ganhou o óscar de Melhor Filme, a minha cabeça quase explodiu, e só não parti a televisão porque não era minha. Depois devo ter feito um belo discurso a explicar as diversas razões do meu ódio por esse filme, discurso esse que ou fascinou metade dos presentes (eu e o rigormortis), ou irritou a outra metade (M&Ms e Litha). Não posso agradar a gregos e troianos com os meus pontos de vista altamente desafiantes! :P Tenciono ver o Little Miss Sunshine e o Devil Wears Prada muito em breve, pelo que já são mais dois para a lista, e tenho esperança de algures durante a próxima conseguir ver o Pan's Labyrinth. Para este estou particularmente entusiasmada :)
Voltando aos filmes que tenho visto:
Gostei bastante do Blood Diamond e do The Prestige, mas do Apocalypto nem tanto, e o The Covenant, bom, não aconselho ninguém a gastar 4 euros a ir ao cinema a vê-lo. Que caquinha de filme. Toda a gente por esta altura deve saber que gosto bastante de um bom filme mau - aliás, como vou voltar a dizer mais à frente - mas este nem sequer piada tinha. Os actores parecem todos saídos de um anúncio da Gant ou da Tommy Hilfiger, e sabem actuar tanto como eu... Podiam substituir todos os actores por tábuas de madeira que eu nem dava pela diferença. O filme parece uma mistura do filme O Feitiço (desta feita no masculino) com o Dragon Ball, e com resultados miseráveis. A história nem sequer faz muito sentido: tudo bem que o raio dos cachopos pelos vistos são descendentes das Bruxas de Salem, mas isso não explica muito bem a capacidade que eles têm de lançarem bolas de energia uns aos outros, de esvoaçarem pelos ares e alterarem a realidade a seu bel-prazer, com uma capacidade à qual eles chamam, simplesmente, de "poder". Está bem, pronto. É o poder. Cá pra mim nunca ouvi dizer que as Bruxas de Salem faziam coisas assim deste género, mas quem sou eu para questionar isso. Eu não tenho o poder. Foi xunga e francamente desengraçado, se bem que talvez se um dia o vir de madrugada com a companhia adequada, dê para rir; e esse é praticamente o único cenário em que considero ver este filme outra vez. Como li no Bloody Disgusting: "The Covenant may be The Craft with testicles but it certainly doesn’t have any balls. Just plenty of asses."
Mas destes filmes todos já vocês devem estar fartos de ouvir falar, e devem estar a perguntar-se que pérola é que eu vou descortinar a seguir.
The Breed! Um dos filmes de terror mais parvos que vi nos últimos tempos, e este sim, com alto potencial risível. A carne para canhão de um filme é um grupo de jovens (estudantes universitários e não do liceu, pelo que o filme aqui esforçou-se para quebrar o molde dos filmes teen, nitidamente), que são todos muito amigos, claro. Há apenas um pequeno atrito entre dois dos rapazes, que são irmãos, sendo que o mais velho é aventuroso e irreponsável (ele gosta bastante de sublinhar a sua própria irresponsabilidade) e o mais novo é um cócó que passa a vida agarrado aos seus livros de anatomia e fisiologia, dado que é estudante de medicina, e que gosta bastante de sublinhar o facto de andar sempre com o nariz metido nos livros. O atrito também pode ser porque o irmão mais novo apanhou os restos do irmão e agora anda com a ex-namorada dele. Não sei. Esta coisa das relações humanas ultrapassa-me. A dita namorada é a Michelle Rodriguez, bem conhecida pelo seu papel no Lost e por nos filmes andar ao murro com tudo o que mexa. Depois há ainda uma rapariga loira que não se percebe muito bem o que anda ali a fazer, e o típico "token black guy", cuja função é falar sobre gajedo, álcool, festas e ter reacções comicamente exacerbadas em relação ao que se passa naquela ilha. É também o desgraçado que morre primeiro (CHOQUE!!). Ora bem, e o que se passa naquela ilha, estarão vocês a perguntar. Naquela ilha há nada mais nada menos que um bando de cães geneticamente alterados para se tornarem assassinos. Sim, os cães são maus. Sim, os cães são inteligentes. Sim, a canalha está num sarilho do catano. A rapariga loira é a primeira a ser mordida e começa a ficar esquisita, mas de uma maneira que não interessa a ninguém, tipo primeiro está com suores frios, no dia a seguir está na maior, e lá mais para o fim fica meia bipolar e às tantas julga que é hipnotizadora de cães, uma confusão. Não compreendo como é que a mordidela do cão lhe fez aquilo tudo, mas pronto! Depois dessa primeira mordidela, os cães ficam atrevidos e vá de atacar à parva. A minha parte favorita foi quando eles descobriram que os cães roeram a corda que estava a prender o hidroavião deles ao porto para o hidroavião ficar fora de alcance; o irmão mais velho atirou-se à água para ir buscar o dito hidroavião, e o que é que nós vemos quando ele já está perto do avião? MOTHRFUCKING DOGS ON THE MOTHERFUCKING PLANE!! Os cães nas asas do avião à espera do gajo!! Esta cena, para mim, vai ficar na história. Lindo. O tanso do irmão mais velho tinha um arco e flecha, e parece ter uma pontaria decente (excepto da primeira vez que usou o dito, dessa vez a pontaria foi mesmo péssima), por isso não lhe seria difícil dar cabo dos cães todos com aquela treta, principalmente porque há muitas alturas no filme em que os cães estão apenas sentados fora da casa, à espera deles, com um ar amoroso, e nessa altura suponho que seria fácil espetar-lhes com uma flecha em cima. Mas assim o filme acabava num instante. Bom, o resto deixo á vossa imaginação, ou então tentem ver este filme, de preferência de madrugada e com um belo grupo de amigos, e o riso é garantido. Esqueci-me de referir o grande ponto positivo do filme, para mim, que é usarem cães verdadeiros e não uma merda qualquer de CGI =P
Ainda na vertente de cinema, revi esta semana o filme American Psycho, que é daqueles que quase nem dou conta de quantas vezes o vejo, mas já deve ir seguramente pelas 53, ou assim. Não percebo como é que há tanta gente que não gosta do filme, para mim o filme está repleto de humor negro, sarcasmo, sátira social... alguém que veja nisto um puro filme "slasher", ou nem sei como lhe chamar, certamente não irá gostar, mas é daqueles filmes que é preciso absorver em todas as vertentes =D Aquele Patrick Bateman...
Um dos filmes que espero com grande curiosidade e entusiasmo para este 2007 é 300, um filme baseado numa graphic novel do xor Frank Miller (autor da série Sin City). Já vi o trailer umas 347 vezes, e tem bom aspecto!
Deixo-vos com um videoclip desse maravilhoso artista que é o José Cid. Porquê? Porque posso.
Saturday, December 23, 2006
Como não há nada melhor para tornar o Natal um pouco mais mágico que alguma neve, aqui fica a contribuição da Nakamura: Feliz Natal para todos! :)
...of a wealthy family who lost everything, and the one son who had no choice but to keep them all together. It's... ARRESTED DEVELOPMENT O que dizer desta série? É simplesmente uma das minhas favoritas do momento... graças á caridade do xor CosmicRocketMan, que ma deu a conhecer. Arrested Development, é, como já foi dito na frase de apresentação, uma série sobre uma família rica que deu consigo não tão rica depois do patriarca ter sido preso por fraude. É uma família de destrambelhados, egoístas, superficiais, em que o único que parece ter juízo é o filho do meio, que tem agora a tarefa pesada de tentar aguentar a família neste momento menos afortunado - sendo que os outros membros não o ajudam em nada, e só enterram ainda mais. É um leque de personagens delicioso, os actores fazem um trabalho fantástico, o humor é fenomenal - muitas vezes dei por mim a rir em voz alta ao ver isto!, enfim, uma série que estou a adorar seguir e que recomendo o mais vivamente possível. E em momentos como estes em que uma gargalhada é sempre bem vinda, Arrested Development basta para melhorar o meu humor ao fim do dia. Experimentem e não vão querer outra coisa :)
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